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Sindicatos discutem concessões da Enel e cobram garantias

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Sindicatos discutem concessões da Enel e cobram proteção aos empregos, direitos trabalhistas, investimentos e qualidade do serviço elétrico


Sindicatos discutem concessões da Enel e cobram garantiasO futuro das concessões da Enel voltou ao debate no setor elétrico, diante das incertezas sobre operações em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.


Nesta terça-feira, 25 de agosto, representantes sindicais, trabalhadores e entidades do setor retomam a discussão com integrantes do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.


As entidades esperam dialogar com o ministro Alexandre Silveira para apresentar preocupações sobre empregos, direitos trabalhistas, investimentos e qualidade dos serviços públicos essenciais.


STIEESP acompanha debate sobre concessões


O STIEESP acompanha o tema desde as discussões sobre possível caducidade da concessão paulista e cobra atenção aos impactos sociais, trabalhistas, econômicos e regulatórios envolvidos.


Em 12 de agosto, o Sindicato e outras entidades enviaram carta ao ministro Alexandre Silveira solicitando reunião para discutir consequências das incertezas envolvendo as concessões.


Na correspondência, os sindicatos alertaram para insegurança entre trabalhadores diante da possível caducidade da concessão da Enel Distribuição São Paulo e dos seus possíveis efeitos.


Entre as preocupações, aparecem continuidade dos empregos, preservação dos Acordos Coletivos, segurança jurídica e manutenção das obrigações previdenciárias destinadas aos aposentados e pensionistas das empresas.


Incertezas atingem outras concessões


Embora a caducidade envolva diretamente São Paulo, as entidades avaliam que as incertezas provocam reflexos nas operações do grupo no Rio de Janeiro e Ceará.


Segundo os sindicatos, a falta de previsibilidade pode comprometer planejamento empresarial, investimentos e manutenção da qualidade dos serviços de energia elétrica prestados à população brasileira.


O presidente do STIEESP, Eduardo Annunciato, Chicão, afirma que trabalhadores não podem ocupar posição secundária nas discussões sobre o futuro das concessões brasileiras de energia.



“São estes profissionais que garantem a continuidade da prestação dos serviços de baixo de sol, chuva, granizo e vendavais”, afirma Chicão ao destacar os eletricitários.



Portanto, os sindicatos defendem que o debate considere responsabilidade pela concessão, qualidade do serviço, continuidade dos investimentos e proteção dos profissionais responsáveis pelas atividades essenciais.


Sindicatos cobram diálogo com Governo Federal


A reunião com o Ministério busca esclarecer diretrizes avaliadas pelo Governo Federal e permitir que entidades apresentem preocupações e propostas para o setor elétrico brasileiro.


Além disso, Chicão alerta que decisões precipitadas podem provocar efeitos graves na distribuição de energia elétrica, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.


As entidades defendem soluções que garantam estabilidade institucional, segurança jurídica, direitos trabalhistas e investimentos necessários para oferecer energia segura e serviços de qualidade à população.


Assim, a reunião permitirá que representantes dos trabalhadores apresentem preocupações ao Governo Federal e aprofundem diálogo sobre o futuro das concessões e seus impactos sociais.


Já confirmaram presença Otacilio de Souza Júnior, Eduardo Annunciato, Magno dos Santos Filho, Antônio Rogério Magri e Donato Antonio Robortella, representantes sindicais e de aposentados.


Também participarão João Daniel Cascalho, secretário nacional de Energia Elétrica, e Isaac Pinto Averbuch, coordenador-geral de Ambiente Regulado e Tarifas de Energia Elétrica do Governo.


Entre os participantes confirmados estão dirigentes sindicais, representantes de associações de aposentados e integrantes do setor elétrico, ampliando a representação dos segmentos envolvidos no debate.


Trabalhadores e consumidores estão no centro


De um lado, milhares de trabalhadores dependem da estabilidade das relações profissionais e da preservação dos direitos conquistados por meio da organização e negociação coletiva.


De outro, milhões de consumidores precisam de uma rede elétrica segura, moderna e eficiente, capaz de responder adequadamente às necessidades cotidianas da sociedade brasileira atualmente.


Por isso, os sindicatos defendem responsabilidade e diálogo entre Governo, empresas, trabalhadores e sociedade durante todas as etapas das decisões relacionadas ao futuro dessas concessões.


Por fim, as entidades reafirmam que acompanharão o processo e atuarão pela preservação dos empregos, direitos, segurança, investimentos e qualidade na prestação do serviço público.


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