Comerciários
SINDECCD - Sindicato dos Empregados no Comércio, Bens e Serviços
CAMAÇARI E DIAS D'ÁVILA - BA
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A mobilização dos metalúrgicos começa a dar resultado concreto na Campanha Salarial 2026. A primeira assembleia para votação das propostas negociadas pela FEM-CUT/SP (Federação Estadual dos Metalúrgicos) aconteceu nesta quinta-feira (27), na base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e confirmou o avanço das negociações com as bancadas patronais.
As propostas aprovadas garantem reajuste de 5,4%, assegurando a reposição da inflação medida pelo INPC e aumento real nos salários. As cláusulas sociais também foram renovadas, em boa parte dos grupos, por dois anos. A data-base da categoria é 1º de setembro.
Até o momento, foram aprovadas propostas nos grupos G3 (Sindipeças, Sindiforja e Sinpa), G2 (Sindimaq e Sinaees), Sindratar, G8.III (Sinafer, Simefre e Siamfesp), além do Siescomet. No Sindicel, o acordo já estava garantido desde o ano passado.
As propostas aprovadas no ABC também serão levadas para outras bases da FEM-CUT/SP no estado de São Paulo. Assembleias de trabalhadores já estão programadas em Sorocaba, São Carlos, Taubaté e Pindamonhangaba.
O resultado é fruto direto da mobilização dos trabalhadores e da estratégia de negociação conduzida pela FEM-CUT/SP. Para o presidente da Federação, Erick Silva, a força demonstrada pela categoria foi determinante para arrancar das bancadas patronais uma proposta que garante ganho real.
“Essa vitória é resultado da mobilização dos metalúrgicos e da unidade construída em toda a nossa base. Onde a categoria se organizou e pressionou, a negociação avançou. A FEM-CUT/SP entrou forte nas negociações e garantiu 5,4%, com reposição da inflação e aumento real. É uma conquista importante, mas nossa luta continua até que todos os grupos apresentem propostas que respeitem os trabalhadores”, afirmou Erick.
Enquanto parte das bancadas já apresentou propostas e avançou, Grupo 10, Sindifupi, Sicetel, Siniem e Sifesp ainda não apresentaram propostas. Diante da falta de avanço, a categoria definiu que avisos de greve serão entregues a esses setores caso não haja evolução nas negociações até segunda-feira (31).
A decisão reforça que a categoria está disposta a intensificar a mobilização para garantir acordos que valorizem os salários e os direitos dos trabalhadores.
A campanha segue, portanto, com uma sinalização clara das bases: onde houver negociação, a FEM-CUT/SP avança; onde houver resistência patronal, a mobilização será ampliada.
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